Bem-Vindos a Espécie Humana | companhia brasileira de teatro

Cassia Damasceno foto Amanda Vicentini

Bem-Vindos a Espécie Humana

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Nos contaram uma história. E a gente aprendeu. Uma das nossas características como seres humanos é saber aprender, mas a gente pode também desaprender. E aprender de novo.
Aprender sempre.
E se a gente aprendesse a pisar com cuidado na terra, a ter calma, a não deixar rastros?
Parar. Fazer silêncio.

Ter calma. Ter utopias. Fazer silêncio.

Ter espaços vazios. Sonhar. Admirar. Fazer silêncio.

Inventar possibilidades de vida. Inventar novas formas de agir.
Dizer SIM. Cantar a necessidade do presente.
Adiar a queima de corpos. Adiar o holocausto.
Acordar. Contar a história diferente. Fazer uma festa, uma peça de teatro ou um epitáfio.

Nadja Naira, Giovana Soar, Cássia Damasceno
novembro 2019

RELEASE

No texto do dramaturgo francês Benoit Lambert e no best seller do historiador Yuri Noval Harari, o ser humano e sua evolução no planeta Terra em relação a outras espécies e a ele mesmo, é apresentada sob a perspectiva da agressividade, e de como as guerras, o sistema capitalista e as religiões abraçam as características humanas e ditam o modos operandi das nossas sociedades complexas. São esses os conceitos presentes na dramaturgia criada pela companhia brasileira de teatro para seu novo espetáculo.

Em cena, as atrizes Cássia Damasceno e Giovana Soar desenham e apresentam para a plateia um inventário de algumas das experiências que nos unem como espécie humana ao decorrer dos séculos: o medo, a religião, o sistema capitalista e a relação com o dinheiro, o consumo, a acumulação e as armas. Ao decorrer do espetáculo, de forma irônica e bem-humorada, as duas atrizes questionam as escolhas e desejos do homem animal e sua relação intrínseca com a agressividade, buscando decifrar quais foram os mecanismos que nos trouxeram até o nosso violento presente.

Ao refletir sobre a evolução do ser humano e como ela recai em nossas vidas íntimas e particulares, uma das buscas da companhia com a obra é pela aproximação com o público jovem – em especial a Geração Z (nascidos entre 1990 e 2010) – dialogando com seus interesses e forma de enxergar o homem contemporâneo, e ainda, tentando entender suas perspectivas – pessimistas ou não – de futuro.

por Luisa Bonin