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 “Devemos conservar no centro do nosso mundo o lugar das nossas incertezas, o lugar da nossa fragilidade, das nossas dificuldades em dizer e ouvir”. Jean-Luc Lagarce

Um homem, ausente há bastante tempo, retorna à casa da família para dar a notícia de sua morte próxima. Este é o argumento de Apenas o fim do mundo, talvez a peça mais íntima de Lagarce. O deslocamento, a viagem, o retorno identificam-se como temas reincidentes em sua obra, assim como a ausência, a morte, o amor. A construção da obra também é tema, ou seja, a forma que determina a escrita é também conteúdo, e esta forma revela a fala insistente e reiterada de pessoas tentando se fazer entender, tentando dizer o que não foi dito.

 (…)

Há tempos estamos mergulhados num rumor de discursos jogados às feras e não ouvimos nada. E penso que o melhor de tudo e o que anima a seguir é encontrar ecos, ressonâncias e ruídos comuns em alguma parte. Alguém que sinta a mesma coisa e que te faça sentir a ilusão de estar menos só e que te promova a sensação de pertencer, de estar presente e não apenas tentando gritar no deserto. Nosso individualismo pós-moderno envelheceu, ficou mais estúpido. O tempo é curto e “o mundo já não importa se não tivermos forças pra continuarmos escolhendo algo verdadeiro”, se não tivermos a capacidade de fazer ressoar alguma voz que se escute, se não dermos algum sinal de vida “inútil”, sensível, que existe no movimento em direção ao outro, apenas isso.

Marcio Abreu

Curitiba, 01 de junho de 2006

Texto Jean-Luc Lagarce

Direção Marcio Abreu

Elenco Simone Spoladore, Ranieri Gonzalez/Lori Santos, Christiane de Macedo, Giovana Soar/Nadja Naira, Rodrigo Ferrarini/Rodrigo Bolzan

Tradução Giovana Soar

Cenário Marcio Abreu e Nadja Naira

Iluminação e assistência de direção Nadja Naira

Trilha Sonora Original Edith de Camargo

Direção de Produção Giovana Soar

Produção Executiva Bia Reiner

TRAJETÓRIA

# 2007  Viagem Teatral – SESI/SP 11 cidades interior SP

# 2007 Temporada na sede da Cia dos Atores – Rio de Janeiro RJ

# 2007 Temporada na Arena da Caixa Cultural – Rio de Janeiro RJ 

# 2006 Ensaios Abertos – Instituto Cultural Capobianco – São Paulo SP

# 2006 Temporada de estreia – Teatro José Maria Santos – Curitiba PR

# 2006 Temporada Teatro HSBC – Curitiba PR

# 2006 Semana Lagarce – Teatro ECA/USP São Paulo SP 

# 2005  Leitura Dramática Centro Cultural Teatro Guaíra – Curitiba PR

INDICAÇÃO PRÊMIO

# 2006. Prêmio Governador do Estado do Paraná. Troféu Gralha Azul – Indicação de melhor atriz coadjuvante para Giovana Soar

Jean Luc-Lagarce estudou filosofia, foi diretor, dono de companhia, autor, ator e editor. Em pouco tempo nos legou uma obra forte e rica. Com vinte anos ele fundou sua companhia, Le Théâtre de la Roulotte, com a qual montou inúmeros autores e seus próprios textos. Escreveu e ensaiou até o fim da sua vida muitas peças, mas também ensaios, editoriais, artigos, diários, etc. Na década de 90, muitos encenadores começaram a descobrir esta escrita delicada, sofrida, dolorosa, que fala dos conflitos permanentes da família e da dor do não-dito. Joël Jouanneau, Jean-Pierre Vincent, Alain Fromager, François Berreur, Philippe Delaigue, Philippe Sireuil, Stanislas Nordey montam e remontam os seus textos, que já foram traduzidos e montados em diversas línguas. No Brasil, Juste la fin du monde foi seu primeiro texto a ser traduzido, publicado e encenado pela companhia brasileira de teatro.  Seu teatro permeia todos os registros e gêneros, os personagens tentam reinterpretar suas vidas, recuperar o tempo perdido. Em Berlim, no ano de 1990, já sabendo que sofria de aids, que Jean-Luc Lagarce escreveuJuste La fin du monde(Apenas o fim do mundo). Le Pays Lointain (O País distante), sua última peça, concluída antes da sua morte e volta à mesma história de Apenas o fim do mundo, à mesma família, sempre em torno da temática do regresso. Lagarce morreu em 1995. Ele tinha apenas 38 anos.

* A tradução da peça, feita por Giovana Soar especialmente para a montagem, foi lançada em 2006 na coleção Palco Sur Scène publicada pela Imprensa Oficial de São Paulo em parceria com o Consulado Geral da França e a Aliança Francesa.

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